Circuito das Araucárias - O Circuito de Cicloturismo das Araucárias é repleto de atrativos naturais, históricos e também gastronômicos e culturais. A paisagem é bem variada, alternando entre altos de serras a planaltos ou vales de rios. A Mata Atlântica é bem preservada, mesclada com florestas de imponentes e belas araucárias. Ao longo do Circuito encontram-se pequenos museus com peças e artefatos, principalmente rurais, trazidos ou fabricados pelos primeiros colonizadores. As quatro cidades, São Bento do Sul, Corupá, Campo Alegre e Rio Negrinho, possuem vários prédios históricos bem conservados, muitos deles funcionando como órgãos públicos.

REPLETO DE ATRATIVOS

São quase 250 quilômetros de história e lugares inesquecíveis, dentre eles a Estrada Imperial dona Francisca, que pode ser percebido em sua formação original nos trechos 5,6,7 e 8.

Estrada Imperial Dona Francisca

A Estrada Dona Francisca foi construída com o intuito de ligar a então Colônia Dona Francisca (hoje cidade de Joinville) ao planalto.
Foi a segunda via carroçável do Brasil e o primeiro trecho foi inaugurado ainda no tempo do Império, em 1865. Em lombos de burros e carroções, desciam erva-mate e madeira e subiam couro e outros produtos. Muitos trechos da Estrada Dona Francisca hoje se encontram asfaltados, fazendo parte do traçado da Rodovia SC 301. Outras partes conservam ainda o calçamento original em terra e pedras e são contemplados no Circuito (nos Trechos 5, 6, 7 e 8). O nome vem da Princesa Dona Francisca, irmã de Dom Pedro II, que recebeu como dote as terras da região. 



Campos do Quiriri

Na Serra do Quiriri, ou Campos do Quiriri, estão algumas das nascentes do Rio Negro. De seus pontos mais altos, entre 1300m a 1580m, é possível enxergar o mar e algumas cidades do norte do estado, como Joinville e São Francisco do Sul. Na língua tupi-guarani, Quiriri significa “Silêncio Noturno”, ou ainda “Rio do Lugar Silencioso".  O local abriga uma APA (Área de Proteção Ambiental), com campos de altitude e várias espécies de animais e plantas ameaçadas de extinção. (Trecho 5 do Circuito - é necessário um dia a mais para fazer o passeio até o Quiriri).

Mais informações em: www.quiriri.com.br



Cascata Paraíso

Antes de iniciar o trecho 5, a sugestão é conhecer a Cascata Paraíso, com mais de 60m de queda. A cachoeira fica no centro de Campo Alegre, próxima à prefeitura



Maria Fumaça

O velho trem faz um passeio mensal, com saída da Estação Ferroviária de Rio Negrinho. A Maria Fumaça percorre um trecho ferroviário belíssimo, construído entre 1910 e 1913, com quatro túneis, pontes em grande altura e fantásticos cortes na rocha. O percurso (ida e volta) é de 90 km. O trem segue até a localidade de Rio Natal (São Bento do Sul), onde os passageiros podem almoçar e, logo em seguida, retorna a Rio Negrinho, onde há um museu ferroviário na estação. Informações sobre as datas dos passeios e reservas pelo telefone (47) 3644-7000 e no site www.abpfsc.com.br.



Morro da Igreja

Com 870m, o Morro da Igreja é um dos mais altos de toda a região. Durante vários dias de pedalada, é possível avistá-lo ao longe. Possui um paredão de 245m, onde escaladores praticam o rapel. Pode-se alcançar o topo do Morro da Igreja a pé, por uma trilha, numa caminhada de cerca de 2h30 (de ida), sendo necessário o acompanhamento de um guia. (Trecho 3 do Circuito).



Rota das Cachoeiras

Passeio imperdível e um dos destaques do Circuito. Aqui deixamos a bicicleta para fazer uma caminhada pela mata, acompanhando o Rio Novo e suas 14 quedas. Há vários pontos para banho de cachoeira e poços naturais. Difícil dizer qual a mais bonita, mas a mais alta de todas é a última, o Salto Grande, com 125m de queda. Por isso vale a pena fazer a caminhada toda, que leva cerca de 4 horas. A trilha é toda sombreada pela Mata Atlântica, com cerca de 400m de desnível. 



Araucárias

Chamada também de Pinheiro do Paraná, a araucária pode chegar a 50m de altura e pertence ao Bioma Mata Atlântica. Foi extinta em muitas áreas do Brasil e hoje é protegida por lei. Suas sementes, conhecidas como pinhão, são apreciadíssimas e fazem parte de várias receitas do cardápio de inverno da região. São dispersas por esquilos (serelepes) e pela gralha azul.



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